Cambio Eletrônico e frescura?

18/08/2014 19:41

 

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O lançamento foi um grande avanço para a indústria da bike e logo o grupo foi adotado pelas principais marcas de bicicleta, sendo testado e aprovado em competições de altíssimo nível como o Tour de France, Tour da Califórnia e por algumas equipes do ProTour considerada a séria A do ciclismo mundial. Vale lembrar também que antes do grupo eletrônico ter sido lançado, ele foi exaustivamente testado com a colaboração destas mesmas equipes do Pro Tour.

Contudo a história e o desenvolvimento dessa tecnologia já vinham de alguns anos antes: a logomarca "Di2 – Digital Integrated Intelligence" apareceu pela primeira vez em um grupo de componentes para bicicletas de "conforto", o NEXAVE, em 2001. Esta primeira versão foi aprimorada ao longo do tempo e evoluiu até que a Shimano decidiu que era hora de incorporá-la a um grupo de alta performance. E equipar uma bicicleta de estrada com um grupo eletrônico como o Dura-Ace Di2, significava que a concepção do sistema de transmissão eletrônica estava muito bem desenvolvido pela marca.

O conceito do Di2 visa o máximo conforto, eficiência e rapidez, sendo ajustável para diferentes estilos de pedaladas, terrenos e ciclistas. O sistema de transmissão Di2 é uma combinação entre componentes eletrônicos e mecânicos. Assim podemos dizer que se trata de um grupo mecatrônico, quer dizer, o acionamento da alavanca de troca de marchas é realizado por componentes eletrônicos e a movimentação dos câmbios traseiro e dianteiro é feita por meio do servo motor e para isso, todo o sistema de transmissão foi redesenhado.
 

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Acessórios são disponibilizados levando em consideração a variedade de modalidades de ciclismo: Opções de utilização de pontos múltiplos de troca de marchas, triatlo, climbing shifter e time trial.
 

 

Vantagens do grupo eletrônico

 

O Di2 pode ultrapassar 1000km com uma única carga


- É possível ultrapassar 1.000 km de uso com uma única carga.

- Movimento dos câmbios de maneira rápida e suave, proporcionando trocas de marchas instantâneas e silenciosas.

- O câmbio dianteiro é capaz de se ajustar automaticamente a medida que as marchas traseiras são trocadas, evitando que a corrente raspe no câmbio dianteiro. 

- A Bateria de lithium-ion disponível para montagem externa ou interna. 

- Menor esforço nas trocas de marchas, poupando energia do ciclista, sendo extremamente útil em percursos longos. 

- Personalização dos botões das alavancas de troca de marchas, sendo que o ciclista pode escolher a função de cada botão das alavancas de troca de marcha.
 

O que dizem os atletas

Por 4 vezes o ultraciclista Claudio Clarindo completou a Race Across Americana categoria solo, mais dura prova de ultraciclismo do mundo disputada nos Estados Unidos. A RAAM tem 5.000km de percurso indo da costa oeste à costa leste dos Estados Unidos. Em 2012 Clarindo conquistou o 4º lugar, melhor

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colocação de um sul americano na prova. 

Clarindo usa o Di2 e comenta: "Após 20 anos de pedal, posso dizer que existem alguns marcos na história do ciclismo e um destes marcos é a criação do Cambio Eletrônico Di2; sempre iremos definir o ciclismo antes Di2 e pós Di2. Possuir um cambio eletrônico, se torna um conforto e uma segurança para o ciclista, que conseguirá visualizar tais benefícios com o seu tempo de utilização. No meu caso específico, além das versatilidades encontradas neste equipamento, posso relatar a enorme economia de energia cinética que pude fazer, principalmente o esforço das minhas mãos, durante longos percursos de bike. Em 2012 após a Race Across America, pela primeira vez não precisei de 60 dias para recuperar totalmente os movimentos dos dedos. Com o Di2 minhas mãos estavam em perfeitas condições após 5.000km em 10 dias. Com toda a certeza, o cambio eletrônico Di2 NÃO é FRESCURA !!! E sim uma necessidade de evolução."
 

 

Pela primeira vez não precisei de 60 dias para recuperar totalmente os movimentos dos dedos



Outro relato é da triatleta Ana Lidia Borba:

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"A troca remota do Di2 faz toda a diferença na bicicleta de contra-relógio, pois permite que tenhamos o câmbio à mão independentemente de estarmos no clipe ou pedalando em pé, em arrancadas ou subidas duras. Como sou uma atleta pequena, muitas vezes me é vantajoso subir de pé - o que, com câmbio manual, exigia que eu escolhesse uma marcha no começo da subida e a mantivesse até o final, mesmo que houvessem variações na inclinação. O mesmo valia para os retornos, comuns no triathlon. Eu tinha que escolher a marcha para a arrancada muito antes da curva e fazer toda a aceleração nessa relação.

Com o Di2, a velocidade e a precisão na troca de marchas permitem que eu use mais o câmbio dianteiro e que eu realize muito mais mudanças de relação durante as provas, tornando minha potência e cadência mais constantes e meu ciclismo mais eficiente",

 

 

Mountain Biking

Hoje o sistema de trocas de marchas eletrônico da Shimano chegou ao mountain biking. Em abril deste ano, a empresa apresentou oficialmente ao mundo o novo grupo XTR Di2. O primeiro grupo de MTB com transmissão eletrônica da história. Um avanço ousado para as condições de uso que são muito mais exigentes que na estrada. Essas inovações e evoluções nos levam a refletir sobre os caminhos do esporte. Com certeza a conveniência de precisão e conforto do sistema eletrônico oferece vantagens aos ciclistas de alta performance. De uma forma geral, o MTB nunca mais será o mesmo, assim como o ciclismo também abraçou essa tecnologia definitivamente. 

Fonte: www.pedal.com.br

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